14 "professores universitários" foram presos nos EUA em 2020, acusados de serem agentes secretos chineses

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Mais de uma dúzia de professores universitários e pesquisadores que trabalham para instituições de ensino superior dos Estados Unidos foram presos no ano passado, acusados de serem agentes secretos chineses por causa de suas ligações com o Partido Comunista Chinês.

Isso levantou questões sobre a influência do PCC sobre as faculdades dos Estados Unidos e por que eles dependem tanto de nações estrangeiras, de acordo com a Campus Reform.

Alguns dos acusados de serem agentes secretos chineses incluem:

O estudante de medicina da Universidade de Harvard, Zhaosong Zheng, acusado de tentar contrabandear pesquisas sobre câncer. Ele teria recebido vários pagamentos do Conselho de Bolsas de Estudo Chinês.

O pesquisador da Universidade da Virgínia, Haizhou Hu, foi detido em setembro passado no Aeroporto Internacional O"Hare, em Chicago, a caminho da China. Hu foi pego com um "código de software de simulação de pesquisa de computação bioinspirada que ele não estava autorizado a possuir", de acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O pesquisador da UCLA – Universidade da Califórnia em Los Angeles, Guan Lei, foi preso em agosto passado por transferir dados confidenciais para a China, destruir informações durante a investigação e negar sua associação com os militares chineses.

O professor associado da Universidade do Kansas, Feng Tao, foi acusado de fraude eletrônica e fraude de programa.

O professor associado e pesquisador da Universidade de Tennessee-Knoxville, Amning Hu, foi preso em março passado por suas conexões com o Estado chinês. Ele foi acusado de fraude eletrônica e declarações falsas. De acordo com o Campus Reform, Hu teria feito declarações falsas para obter financiamento federal adicional da NASA, enquanto ocultava sua afiliação à Universidade de Tecnologia de Pequim, que está sob liderança direta da Academia Chinesa de Ciências, uma instituição do Conselho de Estado da China.

Zhengdong Cheng, professor da Texas A&M e pesquisador da NASA, foi detido acusado de conspiração, declarações falsas e fraude eletrônica. O Departamento de Justiça dos EUA relatou que Cheng "deliberadamente tomou medidas para ocultar suas afiliações e colaboração com uma universidade chinesa e pelo menos uma empresa de propriedade chinesa".

Para ver a lista completa (em Inglês) dos acadêmicos que foram presos, indiciados ou condenados.

Chance Layton, coordenador de comunicações da National Association of Scholars, disse: "As faculdades e universidades dos Estados Unidos dependem demais de nações estrangeiras". Ele observou que vários reitores de universidades dependem do patrocínio de programas da "Arábia Saudita, Qatar, Rússia, China e outros."

Layton disse que os patrocinadores internacionais tendem a "estabelecer campi satélites nessas nações onde se espera que alunos e professores respeitem as limitações do país anfitrião quanto à liberdade de expressão, liberdade acadêmica e até mesmo direitos humanos".

Além disso, ele acredita que as universidades americanas "temem que o público saiba quanta influência nossos adversários estrangeiros adquiriram em suas instituições" e que rivais como a China "encontraram um alvo fácil nas faculdades dos EUA".