Criança de 6 anos morre após tomar 4 anestesia para tratar braço quebrado, no AM

Foto: Reprodução

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Saimon Gabriel Freitas Neri, uma criança de 6 anos, morreu no último sábado (20) após tomar várias anestesias no hospital devido a um acidente de moto que sofreu com seu pai, de 29 anos, no bairro Onze de Maio, localizado no município de Manicoré (332km distante de Manaus).

De acordo com informações da Polícia Civil, a criança e o pai sofreram o acidente na quinta-feira (18) envolvendo uma moto e um carro. As vítimas foram socorridas e levadas para o hospital do município. A criança sofreu ferimentos mais graves, entre elas a fratura do braço esquerdo, e, por isso, ficou três dias internada.

No sábado (20), a criança recebeu a visita de um médico que pediu para aplicar uma anestesia para tratar da fratura. Após tomar quatro anestesias, a criança começou a passar mal e foi levada para a sala de cirurgia para procedimentos médicos e somente no dia seguinte a mãe foi informada que seu filho foi a óbito.

Segundo a mãe da criança, os médicos e enfermeiros que atendiam Saimon estavam procurando no YouTube sobre como aplicar anestesia.

A mãe foi até a 72ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) onde registrou um Boletim de Ocorrência alegando que a morte do seu filho teria sido em decorrência das diversas doses de anestesia.

Nota de esclarecimento

A Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM) informou que obteve conhecimento sobre o caso apenas na quinta-feira (25). Leia a nota abaixo:

"A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informa que até quinta-feira (25) não tinha sido informada, oficialmente, sobre a denúncia e ao tomar conhecimento entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Manicoré (Semsa), responsável pela gestão do hospital, para apurar as circunstância do atendimento.

A Semsa Manicoré informou que instaurou uma comissão para avaliar a conduta do médico. A SES-AM vai acompanhar o processo."

Investi?gação

A promotoria de Justiça de Manicoré instaurou Notícia de Fato para apurar a morte da criança. O MP oficiou à autoridade policial local para que relate as medidas adotadas e à secretaria municipal de Saúde para que preste as informações dos procedimentos adotados no atendimento à criança.

O prazo dado aos dois entes públicos para que enviem as informações ao MP é de 15 dias, contado a partir da data de recebimento dos expedientes.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.