Brasil bate marca de 4 mil mortes por dia pela primeira vez

Foto: Reprodução - Nenhuma violação de direitos autorais pretendida

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Com mais 4.195 óbitos em decorrência do novo coronavírus registrados nesta terça-feira (6/4), o país soma 336.947 vidas perdidas desde o início da pandemia. Tendência é de que as atualizações na casa das quatro mil fatalidades diárias se mantenham durante o mês de abril.

O Brasil ultrapassou, nesta terça-feira (6/4), a marca de 4 mil mortes pela covid-19 pela primeira vez desde o início da pandemia. Segundo o balanço do Ministério da Saúde, o país confirmou de ontem para hoje 4.195 óbitos pela doença e 86.979 infecções.

Com as notificações, o balanço nacional soma 336.947 vidas perdidas e 13.100.580 de casos confirmados.

Números represados

Os números recordes refletem a soma de um aumento de novas mortes aos números represados no feriado de Páscoa.

A tendência é de que as atualizações na casa das quatro mil fatalidades diárias se mantenham durante o mês de abril.

A previsão leva em consideração o incremento de novos casos, parte deles evoluindo para casos graves e mortes, atrelado à superlotação dos hospitais, não proporcionando tratamentos adequados a todos os que necessitam de suporte.

Estados

A alta vista no balanço nacional era esperada já que São Paulo, estado que puxa boa parte das atualizações brasileiras, confirmou sozinho 1.389 mortes pela covid-19. O número de vidas perdidas é o maior já registrado em 24 horas em São Paulo.

Com mais de 20 mil fatalidades também estão o Rio de Janeiro, com 38.040 registros, seguido por Minas Gerais (25.795) e Rio Grande do Sul (21.018). Superando a marca de 10 mil mortes estão: Paraná (17.685), Bahia (15.918), Ceará (14.692), Pernambuco (12.479), Amazonas (12.136), Goiás (12.119), Santa Catarina (11.548) e Pará (10.825). Não há nenhum estado com menos de 1,3 mil mortes.

Com os números diários, a média móvel de casos e mortes do país voltou a subir, chegando a 63.210 infecções e 2.757 mortes diárias, nos últimos sete dias, segundo a análise do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

A média móvel de mortes se mantém acima de dois mil óbitos há 21 dias; e a de casos continua acima de 60 mil infecções há um mês.