Servidores da prefeitura participam de curso teórico e prático de pilotagem de drones

Foto: Divulgação | Nenhuma violação de direitos autorais pretendida.

Foto: Divulgação | Nenhuma violação de direitos autorais pretendida.

Usados como fontes de recursos para georreferenciamento de áreas urbanas, vetorização para mapas, fotogrametria e planejamento urbano, os drones têm importantes ferramentas na elaboração de propostas de planejamento e desenvolvimento de cidades. E a Prefeitura de Manaus tem usado a tecnologia a serviço da capital. No Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), quatro drones estão sendo utilizados para a aplicação do curso básico de "Teoria e Prática na Aplicação em Processamento de Imagens", cuja primeira turma concluiu as aulas esta semana.

Foram atendidos 11 servidores da autarquia, lotados na Diretoria de Planejamento Urbano (Dpla), e no próximo dia 8/5, mais 12 colaboradores da Diretoria de Operações (Diop) estarão em campo fazendo as aulas práticas. São arquitetos, engenheiros, especialistas em geoprocessamento e técnicos de diversas áreas participando da atividade.

O curso aplicado envolve aspectos regulatórios, leis e normas, autonomia de voo, resolução de imagens, softwares de pilotagem, configurações, pilotagem, montagem e desmontagem, entre outros. Das quatro 4 horas de curso, 3 horas são de teoria e 1 hora de voo prático.

"Hoje o Implurb está homologado com o registro dos equipamentos e tem profissionais cadastrados com certificação para pilotar aeronaves não tripuladas de uso não recreativo, conferida pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), tendo responsabilidade na operação segura dos drones", explica o gerente de Informação e Geoprocessamento do instituto (GIG), Luiz Augusto Albuquerque.

Para o diretor-presidente do Implurb, engenheiro Carlos Valente, o uso de aeronaves para realizar atividades da autarquia municipal é um diferencial para melhorar a gestão pública. "O uso de tecnologia é uma evolução. Será usada nas atividades desde titulação de lotes da regularização fundiária até reconhecimento de áreas públicas, coleta de dados remotamente para topografia, mapeamento aéreo e vistorias", destaca Valente.

Pilotagem

Também colaboram no curso, como instrutor, o gerente de Projetos e Programas da Vice-Presidência de Habitação e Assuntos Fundiários (Vpreshaf), Elismar Maciel, e na fotogrametria, Eduardo Souza Marques.

Outra vantagem do uso de drones é a precisão dos dados que são coletados no levantamento, tornando os resultados finais muito mais confiáveis. Além disso, o equipamento oferece ainda a facilidade de acesso a locais de difícil alcance.

Informações

As informações capturadas são processadas, obedecendo as métricas da ciência fotogramétrica, com a finalidade de geração de bases cartográficas da área de interesse.

Pós-processadas, via softwares e aplicativos, como Drone Deploy, Mappa e ArcGIS, as imagens captadas são usadas para formar uma grande foto atualizada da área de interesse, mosaico de ortofoto, que possui uma alta resolução espacial (GSD), permitindo análises minuciosas de ordem centimétrica.