Alvos de operação cobravam até R$ 200 mil por títulos de terras em Manaus

Foto: Jander Robsom

Foto: Jander Robsom

A Polícia Civil deflagrou na manhã de hoje (4), a "Operação Gleba", que desarticulou um grupo criminoso que agia de dentro da Secretaria de Estado de Cidades e Territórios (SECT).

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o esquema envolvia funcionários e ex-funcionários do alto escalão da pasta que cometiam uma série de irregularidades na concessão de títulos definitivos de terra. As denúncias foram feitas em 2020 por vítimas da organização.

O "escritório do crime" vendia os títulos por quantias equivalentes a R$ 100 mil e até R$ 200 mil. Além disso, os envolvidos também distribuía lotes em nome de familiares:

"Para vocês terem uma ideia é uma organização criminosa que envolvia desde o protocolo até a chefia de gabinete. Muitas medidas foram adotadas, como o afastamento cautelar de um um servidor. Apreendemos celulares, GPS, pegamos na casa de um dos alvos títulos de terra em branco que eram utilizados para esquentar documentos. Eles agiam de várias maneiras, eles desmembravam terrenos grandes, colocavam no nome de terceiros para depois remembrar os processos e poder esquentar essas terras", afirma o delegado Guilherme Torres.

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos no decorrer da ação e outras pessoas serão indiciadas. Segundo o delegado, essa é a terceira fase da operação que ocorre desde 2018.

Eles acreditam que os fatos descobertos são apenas a ponta do iceberg e ainda não há estimativa dos prejuízos causados pelo grupo e nem de quantas pessoas participam da organização criminosa. As investigações correm em sigilo para não comprometer o andamento do processo.