Após ataques em Manaus, ônibus retornam com atraso e afetam usuários

Foto: Divulgação | Nenhuma violação de direitos autorais pretendida.

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Demora de mais de uma hora, paradas e terminais ainda mais lotados do que o normal e frota reduzida foram alguns dos problemas relatados por usuários do transporte coletivo na manhã desta terça-feira (8), quando o serviço deveria ter voltado a normalidade após a onda de violência causada por membros do Comando Vermelho (CV), em Manaus.

A previsão da Prefeitura era que a frota completa começaria a circular normalmente a partir das 6h desta terça-feira (8). Porém, o retorno de 100% dos coletivos nas ruas da capital deve acontecer até às 10h, conforme previsão do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM).

Muitos trabalhadores que precisaram do transporte nas primeiras horas do dia relataram as dificuldades que enfrentaram.

Suzi Correa, de 27 anos, teve de mudar de ponto de ônibus duas vezes por conta da superlotação na Cidade Nova. "Os ônibus estavam passando em intervalos de mais de uma hora e a gente simplesmente não conseguia entrar nos primeiros. Tentei até apelar para o Uber, mas não paravam perto da parada por causa do congestionamento. Quando consegui pegar meu ônibus, já era praticamente o horário em que deveria estar entrando no trabalho", relatou.

Joelma Batista, 46, costuma pegar seu ônibus na Colônia Terra Nova às 5h20. Segundo ela, às 6h, horário anunciado, ainda não havia muitos ônibus passando. "Eu consegui pegar sem um atraso muito grande, mas só o terceiro ônibus. Os dois primeiros estavam muito lotados para entrar".

O retorno total dos ônibus só nesta terça (8) deve-se aos ataques realizados no último domingo (6) em diversos pontos de Manaus. Ônibus, agências bancárias, delegacias e a recém-inaugurada Bola das Letras foram alvo de incêndios, assumidos pelo CV. A onda de destruição ocorreu após o assassinato do traficante Erick Batista Costa, mais conhecido como Dadinho, numa ação de policiais militares da Rocam.