Suspeito de ataques criminosos em Manaus recebeu ordem de traficantes do Rio, diz delegado

Foto: PC-AM | Divulgação - Nenhuma violação de direitos autorais pretendida

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Mais três homens suspeitos de envolvimento nos ataques criminosos ocorridos domingo, 6, em Manaus, foram presos nesta quarta-feira, 9, por policiais civis. De acordo com a SSP-AM (Secretaria de Segurança Pública), Sidynei Matheus Santos Machado (conhecido por "Maranhão"), 23, Roney Marinho Machado, 26, e João Vitor de Azevedo Melo, 22, foram presos em flagrante, portando quantidade excessiva de drogas, e responderão por tráfico. As investigações seguem em curso para comprovar a participação dos presos nos ataques que instabilizam a segurança no estado.

As prisões foram consecutivas às apurações relacionadas aos ataques criminosos. Cada informação relacionada a um ataque direcionou a um alvo. A primeira investigação focada no ataque ao 24º DIP, segundo o delegado Marcelo Martins, foi a principal. "(Essa investigação) levou à prisão desse indivíduo de nome Sidney, vulgo "Maranhão" e, depois, uma segunda informação sobre os ataques na cidade de Manaus nos levou ao Roney, que tinha contato diretamente com o mandante no Rio de Janeiro", explica o delegado.

A investigação para chegar até os envolvidos começou quando o prédio do 24º DIP (Distrito Integrado de Polícia), na Rua Lourenço Braga, no Centro, foi alvo da facção, na madrugada de segunda-feira, 7. Um dos presos confessou que fez os disparos e, durante abordagem da polícia, foram apreendidas duas lanchas, um receptador e uma quantidade (não informada) de maconha, cocaína e pedras de oxi.

Esse "mandante", ainda não identificado pela polícia, determinava a prática das ações na cidade. E, foi a partir de informação sobre a tentativa de um atentado ao 3º DIP, que o "indivíduo chamado João foi preso", completou Martins.

A polícia considera Roney como sendo o alvo mais importante dentre os três presos pelo fato de ele já ter cometido vários outros crimes em conjunto às lideranças do tráfico no estado. Dois mandados de prisão estavam abertos contra ele, além de ser acusado de homicídios e ter passagem por tráfico de drogas. O delegado afirma que Roney tem "uma conexão muito forte com essas pessoas que estavam no controle e ele tem uma ampla atuação em todo o estado".

As prisões ocorreram em dois bairros da zona sul de Manaus, no Japiim e no São Lázaro, e no Tancredo o Neves, zona leste. A distância entre eles "não significa que eles não estejam conectados, porque eles pertencem à mesma facção criminosa", afirma Martins.

Apesar da suspeita de envolvimento nos ataques, todos os criminosos responderão por tráfico de drogas, porque foram "localizados com drogas, e isso mostra que (eles) realmente fazem parte dessa facção criminosa, que empreendeu essas ações para atacar a nossa cidade", disse Martins. "Um deles (Roney) tinha documento falso e foi autuado também por crime de uso de documento falso. À priori, nessa autuação em flagrante, é sobre esses crimes que eles irão responder. Na sequência, surgindo novos elementos, poderão responder por outros crimes", disse Martins.

Sidynei, que já possui dois mandados de prisão, responderá também por organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

As duas lanchas apreendidas foram utilizadas no atendado ao 24º DIP. De acordo com o delegado, eles se "aproveitaram do fato de que o rio está com uma cheia bem forte e o nível do rio ficou no mesmo nível da pista Lourenço Braga, que fica em frente à delegacia, e isso permitiu que eles se aproximassem com essas lanchas bem próximo da calçada e pudessem saltar e chegar mais rápido até a delegacia".