Sociedades médicas se mobilizam contra procedimentos estéticos ilegais

Foto: Reprodução | Nenhuma violação de direitos autorais pretendida.

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A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a Associa√ß√£o Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Pl√°stica (SBCP) anunciaram hoje (21) um pacto para atua√ß√£o contra procedimentos médicos estéticos feitos de forma irregular.

A iniciativa foi tomada diante da divulga√ß√£o de diversas den√ļncias de cirurgias e processos estéticos realizados por profissionais sem a forma√ß√£o exigida e desrespeitando as obriga√ß√Ķes legais.

As associa√ß√Ķes querem fiscalizar o cumprimento do Ato Médico (Lei 12.842/2013), que restringe aos médicos a "indica√ß√£o da execu√ß√£o e execu√ß√£o de procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terap√™uticos ou estéticos, incluindo os acessos vasculares profundos, as biópsias e as endoscopias".

As tr√™s entidades querem desenvolver iniciativas para sensibilizar a popula√ß√£o e diferentes institui√ß√Ķes p√ļblicas no sentido de valorizar essas obriga√ß√Ķes e fiscalizar atitudes que violam tais exig√™ncias.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Mauro Enokihara, o tempo de prepara√ß√£o dos médicos para a realiza√ß√£o de procedimentos invasivos, inclusive os estéticos, é um fator que traz maior seguran√ßa para quem se submete a este tipo de procedimento.

"Outras categorias profissionais n√£o possuem este preparo técnico necess√°rio para a√ß√Ķes invasivas, como cirurgias e aplica√ß√Ķes. Por exemplo, para ser considerado dermatologista o médico passa por um processo de forma√ß√£o de mais de 9 mil horas. Enquanto que n√£o médicos afirmam estar aptos a fazerem procedimentos com cursos que duram entre 300 e 400 horas", pondera.