Ações trabalhistas de funcionários da Açaí são debatidas em Manaus

Foto: Divulgação - Nenhuma violação de direitos autorais pretendida

Foto: Divulgação - Nenhuma violação de direitos autorais pretendida

As tratativas sobre as ações indenizatórias dos funcionários da empresa Açaí Transportes, que no dia 8 deste mês, deixou de operar o sistema de transporte urbano da capital, iniciaram nesta terça-feira (27), pela Prefeitura de Manaus, via Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), e a Procuradoria Geral do Município (PGM).

O encontro ocorreu na sede do IMMU, na Cachoeirinha, zona Sul, com a presença do diretor-presidente do instituto, Paulo Henrique Martins, o procurador-geral do município, Marco Aurélio Choy, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira.

"Assim como o prefeito David Almeida não mediu esforços para assegurar o atendimento aos usuários das linhas atendidas pela viação Açaí, ele também está atento às demandas dos colaboradores da empresa", informou Paulo Henrique Martins. O procurador-geral do município, Marco Aurélio Choy, assegurou durante a reunião, ao presidente do Sindicato dos Rodoviários, que a PGM está acompanhando todas as ações que se encontram na Justiça do Trabalho.

Paralisação

Os trabalhadores rodoviários fizeram uma nova e rápida paralisação na manhã de hoje, no Terminal de Integração 1 (T1), localizado na avenida Constantino Nery, bairro Centro, zona Sul de Manaus. Um dos motivos da parada momentânea, tida como de "advertência", seria o STTRM considerar como "descaso" o modo como vem sendo conduzido o que chamou de "Golpe da Falência" da empresa Açaí Transportes.

De acordo com o presidente da entidade, Givancir Oliveira, as decisões serão tomadas conforme desdobramento dos acertos com os trabalhadores do transporte público. "Dependendo do desdobramento do movimento desencadeado pelos motoristas, podemos tomar medidas mais duras para forçar as autoridades a tomarem uma decisão", afirmou.

Portas fechadas

No dia 8 deste mês, funcionários da Açaí Transportes foram surpreendidos, nas primeiras horas ao chegarem na empresa para saírem com os ônibus do transporte coletivo urbano e se depararem com as portas fechadas. Os rodoviários da Açaí foram informados que a concessão da empresa não havia sido renovada com a Prefeitura de Manaus e que todos seriam indenizados.

No entanto, nenhum funcionário sabia ao certo o que de fato está acontecendo e se a empresa irá
fechar definitivamente.

Enquanto isso, usuários do transporte público, que utilizam as linha da Açaí, sofreram transtornos devido à falta de circulação dos coletivos. Veículos reservas de outras empresas ajudaram a suprir a demanda naquele dia e se estende até hoje.

Operação

A empresa Açaí operava na zona Norte com 11 linhas alimentadoras e troncais e tinha a frota de 65 carros, atendendo diariamente em torno de 18.500 passageiros. Para realizar os ajustes da frota, o IMMU realocou os ônibus da viação para as empresas Líder, São Pedro, Integração, Via Verde, Rondônia, Coroado e Vegas, para não prejudicar a demanda de usuários do setor.