Julgamento de acusados da morte de PM chega ao terceiro dia em Manaus

Foto: Paulo Paixão | Rede Amazônica - Nenhuma violação de direitos autorais pretendida

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O terceiro e último dia do julgamento dos réus acusados pela morte do policial militar Paulo Sérgio da Silva Portilho teve início nesta quinta-feira (23), em Manaus. Os réus est√£o sendo julgados pelos crimes de homicídio qualificado, oculta√ß√£o de cad√°ver, corrup√ß√£o de menores e tortura.

O crime ocorreu em maio de 2017. O corpo do soldado foi encontrado na invas√£o do Buritizal, na Zona Norte de Manaus.

Neste terceiro dia, a primeira fase de debates teve início às 9h. Na parte da tarde, após o almo√ßo, est√£o previstas as réplicas e tréplicas dos advogados até a decis√£o do júri. De acordo com o juiz do caso, a senten√ßa deve sair por volta de 23h.

No primeiro dia de julgamento, na ter√ßa-feira (21), foram ouvidas quatro testemunhas, sendo duas de acusa√ß√£o e outras duas, de defesa, por modo presencial, além do interrogatório do réu Bruno Medeiros.

No segundo dia, quarta-feira (22), o juiz Rosberg de Souza Crozara interrogou inicialmente o réu F√°bio Barbosa de Souza. Em seguida, os réus Felipe de Souza e Henrique da Silva foram interrogados. Todos os réus devem ser ouvidos até a tarde e, após o interrogatório, devem ocorrer debates entre acusa√ß√£o e defesa.

A a√ß√£o é julgada pela 3¬™ Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, no plen√°rio principal do Fórum de Justi√ßa Ministro Henoch Reis.

Sobre o crime

O PM foi visto pela última vez no dia 26 de maio, quando saiu da casa dele, no conjunto √Āguas Claras, bairro Cidade Nova, Zona Norte, por volta das 22h, para uma pizzaria no conjunto Campos Sales, no bairro Tarum√£, Zona Oeste de Manaus.

Segundo as investiga√ß√Ķes, Portilho teria ido visitar um terreno na √°rea da invas√£o, que era tomada pelo tr√°fico de drogas. No local, ele foi amarrado, esfaqueado e enterrado após ser identificado como policial militar.

O corpo de Portilho foi localizado quatro dias depois do homicídio. Horas depois, a comunidade onde o PM foi encontrado foi queimada em um inc√™ndio criminoso. Segundo a Polícia Civil, o inc√™ndio foi causado como retalia√ß√£o a moradores que informaram a localiza√ß√£o do corpo do soldado. J√° os moradores contaram que policiais no local teriam sido respons√°veis pelas chamas.

Julgamento

O Ministério Público ofereceu denúncia contra José Cleidson Weckner Rodrigues, Renata Lima da Silva, Felipe de Souza Santos, Jeferson de Souza Farias, Alex Azevedo de Almeida, Marcos Neves Serra, Bruno Medeiros Mota, Henrique da Silva, Willian Paiva Cavalcante, Rodolfo Barroso Martins e F√°bio Barbosa de Souza.

Um dos acusados, José Izaque Santos da Silva, morreu logo após o crime e teve extinta sua acusa√ß√£o. Os réus Rodolfo Barroso Martins e Renata Lima da Silva est√£o respondendo ao processo em liberdade e n√£o compareceram nesses dois dias de sess√£o, sendo representados pelos seus advogados.

O réu Marcos Neves Serra também n√£o compareceu ao julgamento. Ele estava no sistema semiaberto, com uso de tornozeleira, mas n√£o foi localizado para ser intimado. O processo dele ser√° desmembrado e julgado separadamente em uma próxima oportunidade, ainda sem data.