Operação destrói balsas de garimpeiros no Rio Madeira

Foto: Reprodução - Nenhuma violação de direitos autorais pretendida

Foto: Reprodução - Nenhuma violação de direitos autorais pretendida

Durante opera√ß√£o deflagrada, neste s√°bado (27), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov√°veis (Ibama) e a Polícia Federal (PF), cerca 31 embarca√ß√Ķes usadas por garimpeiros ilegais foram queimadas no Rio Madeira. Segundo as autoridades, a maioria das balsas estava vazia quando os agentes chegaram, apenas um homem, que n√£o teve a identidade revelada, foi preso.

A a√ß√£o do Ibama e da PF foi deflagrada após ampla repercuss√£o das centenas de balsas que se aglomeraram, no início da semana, em um trecho do Rio Madeira, em Autazes (a 110 quilômetros de Manaus). Os garimpeiros foram atraídos por um boato de que havia ouro na regi√£o.

No entanto, após o "aviso" de que uma opera√ß√£o dos dois órg√£os estava sendo montada, garimpeiros se dispersam do local na sexta-feira (26), mas alguns continuaram operando de forma ilegal.

Em agosto deste ano, a Justiça Federal condenou o Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) a anular as licenças concedidas irregularmente para as atividades de extração de ouro no leito do Rio Madeira, em área de mais de 37 mil hectares, na região sul do Amazonas. Com isso, toda a atividade garimpeira antes amparada por licenças irregulares deve seguir paralisada.

Segundo o Greenpeace Brasil, garimpeiros que j√° atuavam na regi√£o sul do Amazonas foram atraídos para Autazes pelo boato de que ouro teria sido encontrado no leito do Rio Madeira, próximo à cidade. Ainda de acordo com a organiza√ß√£o, a atua√ß√£o dos garimpeiros conta com o apoio de empres√°rios e políticos que h√° tempos fomentam a atividade ilegal na regi√£o.